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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mercenaries 2: World in Flames- Análize

Segundo a sua produtora, a Pandemic, um dos objectivos primordiais para Mercenaries 2 era misturar as explosões de Jerry Bruckheimer com os diálogos e estórias de Quentin Tarantino. Mais de três anos volvidos após a entrega original, recebemos Mercenaries 2 na PlayStation 2. Nenhum destes objectivos foi cumprido. Aliás, obviamente sem o compararmos com as versões destinadas à actual geração de consolas, podemos acrescentar desde já que, para além destas falhas, Mercenaries 2 pinta-se com uma fealdade constante.

A estória de Mercenaries 2 pode ser contada de três pontos de vista diferentes. Antes de nos ser dado a conhecer o primeiro parágrafo da narrativa temos que escolher de entre as seguintes personagens – Chris Jacobs, Jennifer Mui ou Mattais Nillson. Independentemente de quem escolherem, serão traídos por Ramon Solano e passarão o resto da narrativa a tentar apanhar esse vilão e fazê-lo pagar pelas suas acções nefastas. Pelo caminho, destruirão meia Venezuela.

O ponto forte do jogo é mesmo esse: destruir tudo e todos. Mesmo para uma consola 128 bits, a quantidade de cenário passível de ficar ainda mais feia é impressionante. Recorrendo a variada artilharia pesada (lança-mísseis, explosivos C4 ou ajuda aérea), praticamente tudo o que é edifício, veículo e inimigo fica reduzido a pouco mais do que nada. Esta prática destrutiva só não é mais divertida porque os efeitos visuais deixam muito a desejar, nomeadamente, as explosões resultantes dos referidos massacres.



E, apesar de já termos mencionado que a narrativa era igual à das versões para consolas mais recentes, quem já experimentou ambas as versões nota que o desenho dos níveis está amputado em prol do desempenho da PlayStation 2. Níveis mais curtos para contar a mesma estória, misturando velho com novo em alguns pontos. Exemplo disso é aquilo que se passa com o roubo e condução dos veículos. O acto de roubar um veículo inimigo é divertido, obrigando o jogador a pressionar o botão no controlador quando o mesmo aparece no televisor. No entanto, toda a adrenalina de nos apoderarmos daquilo que não é nosso cai por terra quando o tentamos conduzir. Vítima dos mencionados cortes, a distância de desenho arruína por completo o prazer de fugir às tropas inimigas, transformando qualquer condutor numa versão moderna de Mr. Magoo.

A apresentação desta versão do jogo é má. Os cenários apresentam-se mutilados em partes cruciais, as cenas de corte são insípidas e desinspiradas, não incentivando à motivação do jogador. A rematar este capítulo estão as explosões, que não fazem justiça à destruição. É a mesma coisa que fazer implodir um prédio com a chama de uma vela: não conseguimos deixar de sentir que algo de importante foi cortado para a gaveta. É certo que estamos a falar da versão PlayStation 2, contudo, certamente existiram pontos menos importantes para serem deixados fora do DVD.

O trio fala pouco, mas fala acertado, ou seja, a vocalização é capaz de nos fazer acreditar que aqueles três são mesmo um grupo de mercenários. Tudo o resto é, literalmente, paisagem. Ouvem-se os tiros, as explosões e, ocasionalmente, os inimigos a palrarem entre eles. Uma quase cega obediência aos mínimos deste género, que, para o jogador, servem apenas como ruído de fundo.

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